O trabalho do fisioterapeuta é muito mais do que a recuperação de pessoas. Hoje, a prevenção com a fisioterapia começa a ser difundida e aceita pela população. O aumento de atividades esportivas individuais, como, por exemplo, a corrida, ajudou a conscientizar as pessoas por um trabalho preventivo. Para tratamentos, há diversos protocolos, mas o trabalho individualizado sempre tem melhores resultados. Cabe ao fisioterapeuta indicar alternativas para aprimorar a perfomance sem lesão e dentro das necessidades do paciente. E nesse universo preventivo, o teste de pisada é uma opção simples que pode evitar lesões como tendinites, fascite plantar, fraturas por estresse, dentre outros.
Para ter eficiência e credibilidade, o teste da pisada deve ser feito em três etapas: análise estática da biomecânica, análise em movimento da passada e avaliação postural. Somente o fisioterapeuta habilitado consegue dar um diagnóstico completo do tipo de pisada do paciente e indicar o melhor calçado para a atividade física.
Estudos dividem as pessoas em três tipos de pisada: pronada (para dentro), supinada (para fora) e neutra. Mas além do teste indicar em qual grupo a pessoa se encaixa, com a análise completa é possível visualizar a necessidade de suportes extras, como, por exemplo, uma palmilha, seja de correção ou de conforto.
Já encontrei diversos casos curiosos durante os atendimentos e que tiveram melhora significativa com o uso correto do calçado. Um desses meus pacientes, que é corredor, tinha a pisada pronada em pé chato na primeira avaliação. Depois que ele começou a usar o tênis certo com uma palmilha customizada, com amortecimento em calcâneo, elevação do arco medial e apoio medial, as dores diminuíram e a descarga de peso na análise estática foi significativamente melhor.
O mais interessante é que o teste da pisada, além de ser primordial para atletas profissionais e amadores, também pode ser feito por não praticantes de atividade física. Qualquer pessoa, por exemplo, que sofre com dores na região do pé, joelho, por exemplo, deve ser avaliada. As chances das dores serem causadas pela postura são grandes. E com o teste da pisada e a avaliação postural é possível identificar o motivo dessa dor. Por isso, acredito que o teste da pisada é uma das inúmeras formas de prevenção de lesões, que deve ser agregado na rotina do fisioterapeuta.
David Homsi - Revista Fisio/SA
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
FISIOTERAPEUTA: Dr. ou Ft. ?
Gente, este é um texto retirado do Blog 14-F FISIOTERAPIA, escrito pelo Dr. Geraldo Barbosa.
O endereço do blog dele é http://geraldobarbosa43.blogspot.com
Recomendo, muito bom este blog! Vou colocar aqui o texto na íntegra, com a permissão dele claro.
Texto excelente e muito bem escrito.
"Vasculhando arquivos em um dos dias da semana passada, minha esposa - Fisioterapeuta da mesma forma que eu - encontrou um exemplar do Jornal FISIOBRASIL, o de Nº 40, publicado em dezembro de 2000. Nele, um pequeno artigo chamou-nos a atenção pelo título: " Fisioterapeuta: Dr., sim; Ft, não", tendo como conteudo uma mensagem de final de ano assinada pela Dra. Regina Figgueirôa, a época Presidente do CREFITO 2, da qual transcrevemos, ipsis verbis, o trecho a seguir: "Como mensagem de fim de ano, século e milênio, queremos manifestar o nosso repúdio em relação a utilização da abreviatura "Ft." para designar o profissional Fisioterapeuta" [...]
Após analisar essa opinião quase dez anos depois da publicação da mensagem, observamos que o assunto permanece atualissimo; nada mudou. Mas reflitamos; já é tempo! Como é possivel a todo momento encontrarmos anúncios de clínicas, de consultórios, ora com a abreviatura Dr. Fulano, ora com o extravagante Ft. Sicrano ?
Poderia, em principio, parecer um dilema, mas NÂO É! Pois um dilema conduz a uma alternativa em que qualquer dos seus termos leva a mesma concepção ou ideia, ou ainda definição. Usando o percurso lógico do raciocínio, chegamos a proposições onde uma é conhecida como abreviatura de doutor, usada no sentido de designar quem se diplomou numa universidade, ou que é muito sábio ou douto. Não confundir com título de Pós-graduação ou dos que defendem tese de doutorado. A outra nada significa. Em razão de que, então Ft. ?
À guisa de lembrete: "Agr.", trduz-se por Agricultura; "Biol.", significa Biologia; "Filos.", Filosofia; "Med.", Medicina; e assim por diante, sem que venha a significar uma profissão ou título que a qualifique. Não nos parece correto, na lingua portuguesa, abreviar nomes próprios de profissões; se estivermos enganados, os Filólogos nos censurem e/ou nos consertem.
A utilização da abreviatura do título de doutor (Dr.) - no sentido já mencionado, de designar quem simplesmente se diplomou em uma universidade - por Fisioterapeutas, remonta ao início dos anos 60 do século passado, sendo portanto anterior ao Decreto-Lei Nº 938/69, com a finalidade de caracterizar um profissional cuja prática está ancorada na fundamentação científica. Nada mais justo, para ressaltar a formação universitária daqueles que lutam pela isonomia com as demais categorias profissionais da área da saúde.
A abreviatura "Ft.", empobrece a categoria dos Fisioterapeutas, pois nada acrescenta, nada significa, nada justifica o seu uso"
Parabéns pelo texto Dr Geraldo. É isso aí.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Síndrome do Túnel do Carpo: o que é realmente efetivo dentro da Fisioterapia?
Muitas dúvidas podem surgir ao se conduzir o tratamento fisioterapêutico de um indivíduo com Síndrome do Túnel do Carpo e uma coletânea do que diz a literatura sobre o assunto nos ajuda a ter algumas diretrizes que podem nos subsidiar mais claramente. Vale ressaltar que, á seguir, será apresentado o atual “estado da arte” sobre o assunto. Estas recomendações, no entanto, podem mudar se ocorrerem avanços nas pesquisas dos temas apresentados. Seguem os principais resultados do estudo, seguido da força de evidência conforme a seguinte escala do nível de evidência:
1. Evidência forte de efetividade: achados positivos e consistentes (mais de 75% de significância) em múltiplos estudos clínicos de alta qualidade.
2. Evidência moderada: achados positivos consistentes (significante) de múltiplos estudos clínicos de qualidade baixa ou de um estudo clínico de alta qualidade.
3. Evidência limitada: achado positivo (significante) de um estudo clínico de baixa qualidade.
4. Evidência conflitante: achados de estudos clínicos com menos de 75% de consistência (significância).
OBS: ao se afirmar que não há evidência significa que estudos de boa qualidade não demonstraram diferenças significantes.
Tala ou imobilização para o punho/mão
-Uma atadura noturna na mão (“brace”) é mais efetivo do que não fazer nada (evidência moderada em curto prazo - 2 semanas - e limitada em médio prazo).
-Tala em posição neutra é mais efetiva que a que mantém o punho em extensão de 20° em curto prazo/2 sem (evidência limitada).
-Usar tala em tempo integral não parece acrescentar benefício a usá-la somente à noite, bem como não há provas de que haja mais benefício ao se comparar o uso de tala isolado com a atadura da mão (“brace”) à noite, nem ao associar a tala com aplicações de laser, ou com exercícios de yoga, em curto prazo.
-Corticosteróide oral é mais efetivo que a tala de punho em curto prazo (evidência moderada).
Ultra-som
-Não há evidências de que o ultra-som seja mais efetivo do que o placebo em curto prazo (2 semanas), mas sim após 7 semanas (evidência moderada).
-Não há evidências de diferenças entre a intensidades de 1,5W/cm² quando comparado com 0,8W/cm² em curto prazo, assim como ao se utilizar freqüências de 1 e 3 MHz.
-O ultra-som é mais efetivo do que o laser em curto prazo (evidência moderada).
Laser
Não há evidências de que o laser seja efetivo ao se comparar com o placebo em curto prazo.
Mobilizações e Terapia Manual
Mobilização dos ossos do carpo é mais efetiva do que não tratar em curto prazo (evidência limitada). Não houve diferença entre a efetividade da mobilização dos ossos do carpo comparado a mobilização neurodinâmica, em curto prazo; entre a técnica neurodinâmica + tala, comparado com terapia placebo + tala em curto prazo; ou da mobilização de tecidos moles assistida por instrumento (Graston??) + exercícios domiciliares comparada a mobilização de tecidos moles + exercícios domiciliares em médio prazo.
Teclado Ergonômico
Teclado ergonômico é mais efetivo que o teclado padrão em 3 meses (evidência moderada), porém não em 6 meses (evidência limitada). Teclados na Apple® e da Microsoft® são mais efetivos que teclados normais em 6 meses (evidência limitada).
Acupuntura
Não há evidências da efetividade da acupuntura com laser em curto prazo (3 sem), ou da acupuntura comparada com corticosteróides em curto prazo (4 sem).
Massagem
Massagem direcionada é mais efetiva que a massagem geral e sessões de massagem de 15 min., 1x/sem associada a auto-massagem diária é mais efetiva que não tratar em curto prazo (evidência limitada).
Compressa Quente
Compressa quente é mais efetiva que placebo oral em curto prazo (3 dias de seguimento), porém ventosas (“cupping therapy”) é mais efetivo do que bolsa quente em 7 dias de seguimento (evidência moderada).
Iontoforese
Não há evidência de efetividade da iontoforese de dexametasona ao se comparar com placebo em médio e longo prazo (3 e 6 meses).
Exercícios de deslizamento do tendão e do nervo (“Tendon and Nerve Gliding Exercises”)
Há evidência limitada de que o uso integral de tala (dia e noite) por 6 sem + programa de exercícios + tala noturna por 4 sem + exercícios é mais efetivo que o mesmo tratamento sem os exercícios em curto prazo.
Exercícios neurodinâmicos adicionados ao tratamento padrão (tala noturna+durante atividades pesadas)+exercícios de deslizamento do tendão é mais efetivo que o tratamento padrão (tala) em médio prazo (evidência limitada). Não há evidência de superioridade de efeito entre os tratamentos com: 1. tala+exercícios; 2. tala+ultra-som; 3. tala mais exercícios+ultra-som em curto prazo.
Vale salientar que as escolhas no mundo real do cotidiano clínico baseiam-se também nos recursos disponíveis, experiência e crenças do profissional e do paciente e vivências de ambos, o que pode variar as escolhas apontadas acima. Destacamos também que os estudos de baixa qualidade metodológica possuem grande risco de viés. Assim, outros estudos, com melhor qualidade, poderão confirmar ou refutar algumas das recomendações acima.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Nova ferramenta como "Atlas" de Anatomia
GOOGLE BODY
É uma ferramenta gratuita do Google que ajuda MUITO nos estudos de anatomia.
Chama-se GOOGLE BODY, onde através dele percorremos o corpo humano, passando por músculos, ossos, órgãos, sistema circulatório e nervoso. As imagens sao em 3D, com isso favorece os estudos de anatomia.
Acesse o link para conhecê-lo:
http://bodybrowser.googlelabs.com/
É muito legal, inclusive pra vc mostrar ao paciente onde está o problema, explicar a musculatura, inervação.
Experimentem!!
É uma ferramenta gratuita do Google que ajuda MUITO nos estudos de anatomia.
Chama-se GOOGLE BODY, onde através dele percorremos o corpo humano, passando por músculos, ossos, órgãos, sistema circulatório e nervoso. As imagens sao em 3D, com isso favorece os estudos de anatomia.
Acesse o link para conhecê-lo:
http://bodybrowser.googlelabs.com/
É muito legal, inclusive pra vc mostrar ao paciente onde está o problema, explicar a musculatura, inervação.
Experimentem!!
domingo, 28 de agosto de 2011
Entorses de tornozelo podem ser influenciadas pelo posicionamento do pé durante a caminhada e a corrida
A posição do pé um pouco antes contato com o solo durante a corrida e caminhada podem colocar as pessoas em risco de entorse de tornozelo, de acordo com um novo estudo publicado por um pesquisador da Universidade da Geórgia.
Os resultados do estudo, que aparecem na edição online de Junho do American Journal of Sports Medicine, descobriu que pessoas que tem uma história de entorse repetitiva de tornozelo, demonstram pouca altura entre o pé e o chão durante a corrida e apontavam os dedos exageradamente para baixo durante a caminhada.
Entorse de tornozelo é a lesão mais comum relacionada ao esporte, e muitos que passam por isso vai continuar a desenvolver a instabilidade crônica, sofrendo entorses repetitivas durante a vida.
"Quase todo mundo que é fisicamente ativo irá sofrer uma entorse de tornozelo em algum momento", disse o principal autor do estudo, Cathleen Brown Crowell, um professor assistente na Faculdade UGA do departamento de Educação em cinesiologia.
"Muitas pessoas desenvolvem lesões repetitivas no tornozelo que são dolorosas, assim podem diminuir o desempenho e aumentar o risco de osteoartrite do tornozelo. Fomos capazes de identificar os fatores no posicionamento do pé antes do contato com o solo que podem predispor algumas pessoas a essas lesões repetitivas. Essas descobertas podem ajudar os fisioterapeutas a desenvolver programas de reabilitação que enfatizam movimentos que podem ter sido ignorados no passado. "
O estudo coletou dados de mais de 30 atletas amadores do sexo masculino, alguns com história de entorses de tornozelo repetitivos e alguns sem. Equipamentos de captura analisou movimentos articulares e as forças nos participantes durante a caminhada e corrida.
Este estudo foi o único que analisou todos os três movimentos possíveis do tornozelo, e incluiu os participantes que tinham diferentes tipos de instabilidade do tornozelo, explicou Brown Crowell.
Enquanto o equipamento de captura de tal movimento pode não estar disponível para análise de pacientes em clínicas de reabilitação, os resultados podem ser aplicados a indivíduos fisicamente ativos em qualquer nível de entorse. "Podemos aplicar nossas conclusões para a prática clínica", disse Brown Crowell. "Nosso estudo demonstra que existem diferenças nos movimentos do pé e tornozelo em uma população lesada, o que pode responder a intervenções de reabilitação além de alongamento e fortalecimento típico. O próximo passo é ver o foco das intervenções, tentando influenciar como as pessoas correm e caminham, podendo tratar e até prevenir entorses de tornozelo ".
Os resultados do estudo, que aparecem na edição online de Junho do American Journal of Sports Medicine, descobriu que pessoas que tem uma história de entorse repetitiva de tornozelo, demonstram pouca altura entre o pé e o chão durante a corrida e apontavam os dedos exageradamente para baixo durante a caminhada.
Entorse de tornozelo é a lesão mais comum relacionada ao esporte, e muitos que passam por isso vai continuar a desenvolver a instabilidade crônica, sofrendo entorses repetitivas durante a vida.
"Quase todo mundo que é fisicamente ativo irá sofrer uma entorse de tornozelo em algum momento", disse o principal autor do estudo, Cathleen Brown Crowell, um professor assistente na Faculdade UGA do departamento de Educação em cinesiologia.
"Muitas pessoas desenvolvem lesões repetitivas no tornozelo que são dolorosas, assim podem diminuir o desempenho e aumentar o risco de osteoartrite do tornozelo. Fomos capazes de identificar os fatores no posicionamento do pé antes do contato com o solo que podem predispor algumas pessoas a essas lesões repetitivas. Essas descobertas podem ajudar os fisioterapeutas a desenvolver programas de reabilitação que enfatizam movimentos que podem ter sido ignorados no passado. "
O estudo coletou dados de mais de 30 atletas amadores do sexo masculino, alguns com história de entorses de tornozelo repetitivos e alguns sem. Equipamentos de captura analisou movimentos articulares e as forças nos participantes durante a caminhada e corrida.
Este estudo foi o único que analisou todos os três movimentos possíveis do tornozelo, e incluiu os participantes que tinham diferentes tipos de instabilidade do tornozelo, explicou Brown Crowell.
Enquanto o equipamento de captura de tal movimento pode não estar disponível para análise de pacientes em clínicas de reabilitação, os resultados podem ser aplicados a indivíduos fisicamente ativos em qualquer nível de entorse. "Podemos aplicar nossas conclusões para a prática clínica", disse Brown Crowell. "Nosso estudo demonstra que existem diferenças nos movimentos do pé e tornozelo em uma população lesada, o que pode responder a intervenções de reabilitação além de alongamento e fortalecimento típico. O próximo passo é ver o foco das intervenções, tentando influenciar como as pessoas correm e caminham, podendo tratar e até prevenir entorses de tornozelo ".
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Dor no Joelho: Fortalecer os QUADRIS
Dor no joelho: Fortalecer meus quadris? Mas meus joelhos que estão doendo!
J Orthop Sports Phys Ther 2011; 41 (8): 571. doi: 10.2519/jospt.2011.0505
Os profissionais da área da saúde costumam chamar DOR na parte da frente do joelho ou abaixo da patela de síndrome da dor patelo-femoral. Na maioria das vezes, essa dor ocorre após o exercício, mas você também pode senti-la se ficar sentado por um longo período. Com o tempo, o seu joelho pode começar a doer durante o exercício ou durante o dia. Você pode sentir uma dor incessante ou aguda ocasional. Essa dor pode fazer com que você ande mancando e pode limitar suas atividades. Isto pode ser muito frustrante, mas há boas notícias: os exercícios podem reduzir a dor do joelho e permitir que você retorne às atividades normais sem a necessidade de cirurgia. Embora saibamos os benefícios dos exercícios, não tínhamos a certeza de quais seriam os melhores para rapidamente reduzir a sua dor. Um estudo publicado na edição de agosto de 2011 JOSPT oferece uma visão nova de exercícios baseados em evidências para ajudar a responder esta pergunta.
Novas percepções
Como este tipo de dor no joelho é mais comum em mulheres, os pesquisadores testaram 33 mulheres com síndrome da dor patelo-femoral. Durante as primeiras quatro semanas de fisioterapia, cerca de metade dos pacientes fizeram exercícios focando o fortalecimento dos músculos do quadríceps, enquanto a outra metade fez exercícios para a musculatura do quadril. Todos esses pacientes, em seguida, fizeram os mesmos exercícios durante 4 semanas para melhorar a força de toda a perna. Respostas dos pacientes em questionários sobre dor e testes de força foram usadas para determinar qual abordagem foi melhor. Por quatro semanas, os pacientes do grupo de fortalecimento do quadril tinha 43% de redução da dor, enquanto o grupo de fortalecimento do joelho só tinha 3%. Alívio da dor e função foram semelhantes nos dois grupos por 8 semanas. No entanto, apenas os pacientes no grupo fortalecimento do quadril tinha melhor força 1 dos testes de força do quadril.
Pacientes com dor no joelho podem ser beneficiados se começarem com exercícios de fortalecimento do quadril. Melhora potencial inclui alívio rápido da dor e da força do quadril. Você pode estar curioso porque os pacientes do grupo de quadril tiveram melhora mais rápido. Isso pode ser porque os exercícios de fortalecimento do joelho irritaram o mesmo, ou talvez porque os exercícios de fortalecimento do quadril ajudaram a melhorar a mecânica de toda a perna, diminuindo o estresse no joelho. Apesar de começar com exercícios de fortalecimento do quadril poder diminuir a dor mais cedo, é importante seguir uma ordem funcional, que visam fortalecer os músculos da perna inteira. Você também precisa considerar as atividades físicas que você realiza e a sua resposta a esta abordagem para garantir o melhor resultado. Seu fisioterapeuta pode ajudar a personalizar esta abordagem para você.
Fisioterapeuta
Av. Nilo Peçanha, 951, 1ºandar, Bessa.
João Pessoa-PB
Tel: (83) 3246-1048
Exercícios de Equilíbrio para dor lombar crônica?
Bem,
hoje eu estava olhando a JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) e tem um artigo muito interessante, atual, sobre dor lombar crônica.
Traduzi o resumo e vou colocar aqui pra vocês:
hoje eu estava olhando a JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) e tem um artigo muito interessante, atual, sobre dor lombar crônica.
Traduzi o resumo e vou colocar aqui pra vocês:
Eficácia dos exercícios de equilíbrio do tronco para indivíduos com dor lombar crônica: um ensaio clínico randomizado.
FORMA DE ESTUDO: Ensaio clínico aleatório.
OBJETIVOS: Para determinar a eficácia de exercícios de equilíbrio do tronco em indivíduos com dor lombar crônica.
CONTEÚDO: A maioria dos exercícios tem o objetivo de restaurar a estabilidade lombo-pélvica, visando o controle desta região. Menor atenção tem sido dada ao controle de feedback durante os ajustes de equilíbrio.
MÉTODOS: Setenta e nove pacientes foram escolhidos aleatoriamente em dois grupos diferentes. O grupo experimental realizou exercícios de equilíbrio do tronco, além de exercícios de flexibilidade padrão. O grupo controle realizou exercícios de fortalecimento, além de o mesmo padrão de exercícios de flexibilidade do tronco. As medidas de desfecho primárias foram as de intensidade da dor (escala analógica visual), deficiência (Roland-Morris Questionnaire), e a qualidade de vida (12-Item Health Survey Short-Form). Os desfechos secundários foram posições dolorosas, uso de analgésicos, dor referida. Análise de variância e risco relativo foram utilizados para analisar os dados para as medidas de desfecho primário e secundário, respectivamente.
RESULTADOS: Uma diferença significativa nos escores do Questionário de Roland-Morris ( P = 0,011) e componente físico dos 12 -Item Short Form Health Survey ( P = 0,048), e no número de participantes atingiu a diferenã mínima clinicamente importante para o Questionário de Roland-Morris (risco relativo, 1,79; 95% intervalo de confiança [IC]: 1.05, 3.04) e o desfecho secundário de posições dolorosas (risco relativo, 1,37; IC 95%: 1,03, 1,83) foram encontrados em favor do tratamento experimental.
CONCLUSÕES: Os exercícios de equilíbrio de tronco juntamente com exercícios de flexibilidade tiveram maior eficácia do que uma combinação de exercícios de força e flexibilidade na redução da incapacidade e na melhora do componente físico da qualidade de vida em pacientes com dor lombar crônica.
Nível de evidência: Terapia, nível-1b.
J Orthop Sports Phys Ther 2011; 41 (8) :542-552. Epub 7 de junho de 2011.doi: 10.2519/jospt.2011.3413
PALAVRAS-CHAVE: LBP, coluna lombar, a estabilização
Portanto, é importante incluir no tratamento do paciente com dor lombar crônica exercícios de equilíbrio do tronco.
Karina Kelly de Oliveira Melo
Fisioterapeuta
Atende na:
Fisiocorpo - Clínica de Fisioterapia Ltda
Av. Nilo Peçanha, 951, 1º andar, Bessa.
João Pessoa-PB
Tel: (83) 3246-1048
Karina Kelly de Oliveira Melo
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