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quarta-feira, 7 de março de 2012

Exercício Excêntrico na melhora da dor, função e desempenho isocinético em pessoas com Síndrome do Impacto (SI)

Síndrome do impacto é o nome que se dá à inflamação no tendão (ou tendinite) do músculo supra-espinhal do ombro. Esse tendão passa entre duas estruturas anatômicas do ombro, que são a cabeça do úmero e o acrômio. Essa inflamação é chamada de síndrome do impacto, porque, quando da elevação do braço, há uma compressão (um impacto) do tendão do músculo supra-espinhal do ombro entre essas duas estruturas anatômicas.



Estava lendo a Revista Brasileira de Fisioterapia e me deparei com este artigo novíssimo, onde os autores falam sobre um tipo de abordagem diferente para a Síndrome do Impacto: o treino excêntrico.

O que seria isso? 

O exercício excêntrico é aquele que alonga o músculo ao contrário de um exercício concêntrico que encurta o músculo. A maioria dos exercícios do treinamento de resistência abrange tanto movimentos excêntricos e concêntricos (por exemplo o agachamento, diminuindo o peso é a fase excêntrica e empurrando para cima é a fase concêntrica do quadríceps).


Então, vamos ao resumo do artigo:


CAMARGO, Paula R. et al. Treino excêntrico para abdutores do ombro melhora dor, função e desempenho isocinético em sujeitos com síndrome do impacto: série de casos. Rev. bras. fisioter. [online].    


CONTEXTUALIZAÇÃO: Tratamentos conservadores têm sido propostos para pessoas com síndrome do impacto (SI) do ombro, como fortalecimento do manguito rotador e dos músculos escapulares e alongamento dos tecidos moles do ombro. No entanto, são escassos os estudos que analisaram a eficácia do treinamento excêntrico no tratamento da SI. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do treinamento excêntrico para abdutores do ombro na dor, função e desempenho isocinético durante a abdução concêntrica e excêntrica do ombro em indivíduos com SI. MÉTODOS: Vinte indivíduos (sete mulheres, 34,2 DP 10,2 anos, 1,7 DP 0,1 m, 78,0 DP 16,3 kg) com SI unilateral completaram o protocolo do estudo. Realizou-se treinamento isocinético excêntrico bilateral a 60º/s para abdutores do ombro durante seis semanas consecutivas, duas vezes por semana, em dias alternados. Para cada dia de treinamento, foram realizadas três séries de dez repetições, com um período de descanso de 3 minutos entre as séries para cada lado. A amplitude de movimento treinada foi de 60° (de 80° a 20°). O questionário Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH) foi utilizado para avaliar a função e os sintomas dos membros superiores. O pico de torque, o trabalho total e o tempo de aceleração foram avaliados durante a abdução concêntrica e excêntrica do braço a 60º/s e 180º/s por meio de um dinamômetro isocinético. RESULTADOS: As pontuações do DASH, o pico de torque, o trabalho total e o tempo de aceleração melhoraram (p<0,05) após o período de intervenção. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que o treinamento isocinético excêntrico para abdutores do ombro melhora a função física dos membros superiores em indivíduos com SI.


Aqui está o link para o texto completo, que está em Inglês.


http://www.scielo.br/pdf/rbfis/2011nahead/aop035_11.pdf





quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tendinopatia Patelar: Exercícios Excêntricos

Esse artigo, publicado em 2006 pela revista Journal of bone and joint surgery, relata a pesquisa foi realizada por um grupo de pesquisadores noruegueses, na qual foi feita a comparação do treinamento excêntrico com o tratamento cirúrgico para a melhora dos sintomas da tendinopatia patelar. 



A conclusão relatada pelos autores é de que o tratamento cirúrgico não foi mais eficaz que o treinamento excêntrico. E que, portanto, antes de se tentar o tratamento cirúrgico, deve se tentar o tratamento conservador.

Os participantes foram divididos em dois grupos, um para a realização do treinamento excêntrico e o outro para a realização do procedimento cirúrgico. Os participantes do treinamento excêntrico que não estivessem satisfeitos com os resultados após 12 semanas seriam encaminhados para a cirurgia também.

Os pesquisadores relatam ao fim que não houve diferenças significativas entre os grupos (cirurgia x treino excêntrico), embora parecesse haver uma tendência de melhores resultados no grupo que não realizou cirurgia. Concluíram afirmando que, por ser uma atividade de baixo custo e baixo risco, o treinamento excêntrico deveria ser tentado antes de ser considerada a possibilidade de cirurgia.


A maioria dos estudos sobre tendinopatia patelar sugere que o trainamento muscular excêntrico pode ter um efeito positivo no tratamento das tendinopatias. Os estudos disponíveis indicam que o programa de tratamento deve conter no mínimo 12 semanas, deve incluir uma prancha de declínio, deve causar algum nível de desconforto no paciente, e ainda que os pacientes devem ser afastados de suas atividades esportivas.